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NÃO HÁ EVIDÊNCIAS REAIS SOBRE A DESCOBERTA DO CAFÉ, MAS EXISTEM MUITAS LENDAS QUE RELATAM SUA POSSÍVEL ORIGEM.

Uma das lendas conta que o café é uma planta originária do continente africano, das regiões altas da Etiópia, (Cafa e Enária), onde ocorre espontaneamente como planta de sub-bosque.

A região de Cafa pode ser a responsável pelo nome café, há cerca de mil anos.

Ela conta que um pastor de nome “Kaldi”, que viveu na Absínia, hoje Etiópia, observando suas cabras, notou que elas ficavam alegres e saltitantes e que esta energia extra se evidenciava sempre que mastigavam os frutos de coloração amarelo-avermelhada dos arbustos existentes em alguns campos de pastoreio.

Kaldi comentou sobre o comportamento dos animais a um monge da região, que decidiu experimentar o poder dos frutos, o monge apanhou um pouco das frutas e levou consigo até o monastério. Ele começou a utilizar os frutos na forma de infusão, percebendo que a bebida o ajudava a resistir ao sono enquanto orava ou em suas longas horas de leitura do breviário. Esta descoberta se espalhou rapidamente entre os monastérios, criando uma demanda pela bebida. As evidências mostram que o café foi cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos, no Yêmen.

A ORIGEM DO NOME CAFÉ

“COFFEA ARÁBICA RUBIACEAE: NOME CIENTÍFICO DO CAFÉ, PERTENCENTE À FAMÍLIA BOTÂNICA DAS ANGIOSPERMAS” (Wikipedia).

A palavra “café” vem do árabe Kahoua ou Qahwa (o excitante) e designa: o fruto do cafeeiro; bebida preparada por infusão de água quente com café torrado e moído; lugar público onde se tome café ou outras bebidas; cor café, um marrom escuro que lembra o grão de café torrado.

A planta de café é originária da Etiópia, centro da África, onde ainda hoje faz parte da vegetação natural, foi a Arábia a responsável pela propagação da cultura do café. O nome café não é originário da Kaffa, local de origem da planta, e sim da palavra árabe qahwa, que significa vinho. Por esse motivo, o café era conhecido como “vinho da Arábia” quando chegou à Europa no século XIV. Os manuscritos mais antigos mencionando a cultura do café datam de 575 no Yêmen, onde, consumido como fruto in natura, passa a ser cultivado. Somente no século XVI, na Pérsia, os primeiros grãos de café foram torrados para se transformar na bebida que hoje conhecemos.

O café tornou-se de grande importância para os Árabes, que tinham completo controle sobre o cultivo e preparação da bebida, na época, o café era um produto guardado a sete chaves pelos árabes. Era proibido que estrangeiros se aproximassem das plantações, e os árabes protegiam as mudas com a própria vida.

A semente de café fora do pergaminho não brota, portanto, somente nessas condições as sementes podiam deixar o país.

A partir de 1615 o café começou a ser saboreado no Continente Europeu, trazido por viajantes em suas freqüentes viagens ao oriente e até o século XVII, somente os árabes produziam café.

Alemães, franceses e italianos procuravam desesperadamente uma maneira de desenvolver o plantio em suas colônias.

Mas foram os holandeses que conseguiram as primeiras mudas e as cultivaram nas estufas do jardim botânico de Amsterdã, fato que tornou a bebida uma das mais consumidas no velho continente, passando a fazer parte definitiva dos hábitos dos europeus.

A partir destas plantas, os holandeses iniciaram em 1699, plantios experimentais em Java, essa experiência de sucesso trouxe lucro, encorajando outros países a tentar o mesmo. A Europa maravilhava-se com o cafeeiro como planta decorativa, enquanto os holandeses ampliavam o cultivo para Sumatra, e os franceses, presenteados com um pé de café pelo burgo-mestre de Amsterdã, iniciavam testes nas ilhas de Sandwich e Bourbon.

Com as experiências holandesas e francesas, o cultivo de café foi levado para outras colônias européias, então o crescente mercado consumidor europeu propiciou a expansão do plantio de café em países africanos e a sua chegada ao Novo Mundo. Pelas mãos dos colonizadores europeus, o café chegou ao Suriname, São Domingos, Cuba, Porto Rico e Guianas.

Foi por meio das Guianas que chegou ao norte do Brasil.

Desta maneira, o segredo dos árabes se espalhou por todos os cantos do mundo.